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Os principais produtos gerados do levantamento de topografia são: Ortofotomosaico, Nuvem de Pontos, Modelo Digital de Superfície (MDS) e Modelo Digital do Terreno (MDT). Com base nestes produtos podem ser extraídas as curvas de nível,  medição de volume (cubagem) e mapas temáticos (uso e ocupação, dimensionamento de estruturas, delimitação de pontos e áreas de interesse ou alvos).

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Devido a topografia utilizando o Drone como ferramenta, ser uma tecnologia nova, acaba gerando inúmeras duvidas para quem utiliza plantas e dados topográficos. Tendo em vista isto, vamos explicar um pouco mais quais são suas peculiaridades e utilizações.

 

Inicialmente, um dos primeiros questionamentos é: qual a diferença entre a topografia gerada pelo levantamento com Drone com relação a topografia convencional que utiliza estação total ou GPS de Precisão? Para responder esta questão vamos explicar um pouco de cada método, onde nesta explicação já serão elucidadas algumas dúvidas.

 

  • Topografia convencional – esta apresenta uma precisão milimétrica no levantamento, tendo boa aplicação para piquetiamento, demarcação precisa e o levantamento de estruturas para utilização em projetos de engenharia, tais como: britagem, área industrial, sistemas de decantação ou separação de água e óleo, bueiros, canaletas, tubulações, por exemplo. O método de levantamento consiste em um operador (na estação total) e um auxiliar que anda com a baliza e a coloca nos pontos de interesse. O mesmo é feito com o GPS de precisão, mas neste caso o operador é que anda com o GPS e o coloca sobre os pontos de interesse. Pensando nisto, no levantamento de áreas com maiores extensões, como frentes de lavra, pilhas de minério, aterros (bota fora), cavas, encostas, acessos e outras feições, o operador ou auxiliar irá pegar pontos com espaçamento variado, podendo ou não “pular” feições que podem ser importantes, além do risco de se aproximar de áreas onde pode sofrer acidentes. Quanto mais próximos os pontos de coleta, menor será o rendimento de cobertura da área (levando mais tempo para realizar o levantamento), mas maior o detalhamento, o contrário gera um maior rendimento, mas uma perda de detalhamento.

 

  • Topografia gerada pelo levantamento com Drone – o Drone (VANT) apresenta uma precisão centimétrica no levantamento, onde o Drone sobrevoa a área de interesse, tirando fotos perpendiculares a linha de voo e com sobreposição entre as mesmas, permitindo a montagem de pares esterioscópicos, a partir disto, é realizado o processamento destas imagens coletadas no levantamento e assim tirar as informações com o detalhe já mencionado. Sendo assim tem excelente aproveitamento em levantamentos onde tem-se como foco a área em si, e não detalhes, que não são mensuráveis na escala do levantamento. Com relação a topografia (curvas de nível) o levantamento com o Drone gera um ponto, com informações X, Y e Z, a cada 5 centímetros (por exemplo - este espaçamento pode variar de 2 a 7 centímetros), o que aumenta muito o detalhe do levantamento, se comparado a topografia convencional da mesma área. Outro fator importante é que possibilita o levantamento de setores de difícil acesso ou que poriam o operador ou auxiliar em risco, garantindo o levantamento como um todo.

 

Visando exemplificar estas situações, tendo como referência a mesma área, será demonstrada em Figuras as duas situações, como seriam os pontos levantados pela topografia convencional e a topografia utilizando o Drone.

 

Na figura a seguir, está um exemplo de levantamento topográfico convencional, utilizando estação total ou GPS de precisão, nesta são demonstrados com círculos os pontos onde se coleta a informação, onde é colocada a baliza para a leitura da estação total ou o GPS para marcar o ponto. Os círculos vermelhos são pontos onde não oferece risco ao operador e os pontos azuis são os pontos que podem oferecer risco, pois estão ou em pé de bancada subverticalizada (com risco de queda de blocos), ou porque estão no topo da bancada, muito próximo a borda, ou em área de decapeamento com talude inclinado. Esta malha de levantamento é um exemplo do que ocorrem em campo, podem ser feitos mais pontos, adensando a malha, mesmo assim não serão coletadas todas as feições existentes na área. O levantamento exige tempo, já que é necessário se deslocar para cada ponto de coleta.

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gallery/nuvem de pontos montada
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Na topografia realizada com a utilização de Drone, são processadas as imagens que este coleta, gerando a nuvem de pontos, como é mostrado na figura abaixo. Esta nuvem de pontos, como comentado anteriormente, são os pontos com as informações, similar aos pontos de coleta da topografia convencional, mas a densidade dos pontos na nuvem é muito maior, chegando a um ponto a cada 2 centímetros, no caso deste levantamento, realizado na mesma frente do exemplo da figura anterior, a densidade dos pontos é 3,85 cm entre cada ponto, sendo assim, a cada 3,85 cm temos um ponto, com informações das coordenadas geográficas e altitude, tendo um nível de detalhe de 4 cm (arredondando). Outra vantagem, além do nível de detalhe, é que o levantamento realizado com o Drone, não expõe o operador aos riscos de quedas ou acidentes, e acessa pontos de inacessíveis ou de difícil acesso.

Outra vantagem, por exemplo, é a cubagem de material desmontado, pilhas de minério, aterros, tendo com uma precisão boa o volume, considerando a superfície irregular de blocos, pilhas ou patamares. Na figura seguinte, foi cubado o material desmontado da frente, chegando ao volume de 4,011 m³.

Estes são alguns exemplos e explicações sobre o levantamento topográfico utilizando o Drone, tendo interesse ou mais dúvidas, entre em contato que estaremos a disposição para tirar as duvidas e/ou apresentar orçamento.